segunda-feira, 9 de junho de 2014


Módulo 1 - Políticas inclusivas e medidas educativas para alunos com NEE



Atividade






Comentário 1 


Com base na minha experiência pessoal e profissional, considero que existem ainda muitas barreiras à inclusão de crianças e jovens com incapacidade e/ou deficiência (NEE) nas escolas e na sociedade.

No entanto, a maior parte delas (recursos humanos e materiais, formação e físicas/acessibilidade) vão sendo ultrapassadas. Persiste uma das maiores e de mais difícil solução: as barreiras atitudinais.

O paradigma da inclusão está na crença de que a diversidade é parte da natureza humana, a diferença não deve ser vista como um problema, mas como uma riqueza. Só quando todos aceitarmos esta premissa  a inclusão será uma realidade, com ganhos significativos para todos.

Quem ganha com a inclusão?

Ganhamos todos! Ganham crianças, jovens ou adultos com incapacidade e/ou deficiência que têm a oportunidade de se desenvolver na comunidade escolar e social a que pertencem, de conviver com os seus pares e beneficiar de modelos de ação, de uma aprendizagem integrada e que os estimula. Podem ajudar e ser ajudados a lidar e a superar as dificuldades. Ganham as outras crianças que aprendem a conviver com a diversidade e a respeitar a diferença e serão certamente adultos melhores, considerando o ideal de uma sociedade humanista. Ganham os educadores/professores que enriquecem a sua formação. Ganham as famílias que passam a ver o seu filho como um cidadão que tem o direito de partilhar dos recursos da comunidade. Ganha a comunidade como um todo pois torna-se um espaço mais democrático, que recebe e acolhe todos os seus membros com igual dignidade.

Mas temos de acreditar que, como diz David Rodrigues “a Inclusão é sempre um caminho. Não é algo que se tem ou que se é: sempre teremos caminho a fazer para a inclusão sobretudo se olharmos para as opções que são dominantes e prevalentes na nossa sociedade. O facto de termos muito que caminhar não nos deve fazer esmorecer no caminho”.


Comentário 2 


No evento “Young Voices, Meeting Diversity in Education”, deu-se voz aos principais protagonistas da inclusão os próprios jovens com NEE pois, afinal, são eles que a vivenciam e que a sentem- “Do que disseram, destacam-se quatro ideias centrais: (i) a escola especial, onde apenas se encontram crianças e jovens com necessidades especiais, inibe o desenvolvimento, protege demasiado, segrega, por vezes estigmatiza; (ii) pelo contrário, o contacto dos jovens com necessidades especiais com os colegas da sua idade nas escolas regulares estimula a aprendizagem, permite a aquisição de competências não formais de grande relevo e prepara as crianças e os jovens para a vida real que hão-de encontrar ao sair da escola; (iii) além disso, promove a tolerância e a compreensão da diferença por parte dos outros alunos, combatendo precocemente o preconceito e promovendo assim a democracia e a coesão social; (iv) porém, a transição dos jovens com necessidades especiais das escolas especiais para as escolas regulares deve assegurar que nestas estão, de facto reunidas as condições necessárias para uma efectiva melhoria do serviço prestado. Acrescentamos um quinto: a participação das crianças com necessidades especiais nas escolas regulares é melhor para todos porque uma escola capaz de ensinar e fazer progredir os alunos com maiores dificuldades, mais capacitada estará para ensinar melhor qualquer outro aluno”.

Numa sociedade que se quer democrática, humanista e inclusiva, a escola e muito particularmente a escola pública, tem de saber responder à heterogeneidade, tem de encontrar respostas e aprender com a riqueza da diversidade, estando aqui incluídas TODAS as diferenças: sexo, religião, etnia, raça, doença e limitações/deficiências!



O difícil é encontrar a forma de responder adequadamente à diversidade e aí nós, sociedade, pais/família, professores, técnicos auxiliares e os próprios alunos (com e sem NEE) temos um importante papel!


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